Segundo Lutero, “graças a Deus, uma criança de sete anos sabe o que é a Igreja, a saber, os santos crentes e os ‘cordeirinhos que ouvem a voz de seu pastor” ( Os Artigos de Esmalcalde, 1537). Ou seja, uma comunidade que se reúne para ouvir e acolher com fé a palavra de Jesus. Assim, a Igreja não é primordialmente uma estrutura nem um prédio. Tampouco se caracteriza como tal por ter pessoas que nela ocupam funções hierárquicas. Ela é povo, é comunidade, mas não um povo ou uma comunidade qualquer e, sim, uma congregação de irmãos e irmãs na fé que ouvem [e praticam] a Palavra de Deus. Por isso Lutero tembém acentuou que a igreja é criatura da Palavra. E a Confissão de Augsburgo, documento confessional básico da reforma luterana, define que a Igreja é “a congregação de todos os crentes, entre os quais o evangelho é pregado puramente, e os santos sacramentos são administrados de acordo com o evangelho.”
Para nós: Um lugar onde Jesus Cristo encontra-se em nítida preeminência, onde se concentra toda a atenção. A comunidade o fita; é para ele que o pregador aponta. Isto é Igreja: Cristo no centro, uma comunidade que olha para ele e POR ELE se orienta. Onde o pregador é aquele que não tem dignidade própria, a não ser aquela de ser testemunha e arauto de Cristo.
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[1] Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu]. - Martin Lutero
Referências - Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
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